RE.GOOGLE

Este é um projeto que criamos aqui no Institute of Design para a aula de Design Planning. Nosso desafio era criar uma solução que estimulasse a conscientização das pessoas em torno da produção de lixo e os efeitos colaterais do nosso estilo de vida moderno para o meio-ambiente.

Ao pesquisarmos e debatermos o tema, chegamos a conclusão que um excelente começo seria se as pessoas começassem a ver o “lixo” como um recurso, ao invés de vê-lo como algo sem valor.

Existem várias iniciativas muito boas de reciclagem, reuso e, mais recentemente, de consumo colaborativo, mas elas não são suficientes, pois elas atacam o problema de forma fragmentada e é difícil para o usuário conhecer e acessar todas essas iniciativas.

Como criar um mecanismo simples de acesso a todas essas iniciativas, reduzindo as barreiras de acesso para os usuários?

Nossa resposta para esse desafio foi RE.GOOGLE, uma plataforma que conecta o usuário à uma rede de pessoas, empresas e organizações que poderiam dar destino ao lixo produzido de uma forma simples, com um clique, criando um ecossistema em torno do consumo e produção de lixo, gerando benefícios para todos os envolvidos.

Para o usuário, desenhamos um programa de recompensas que, cada vez que ele interage com a plataforma para colocar à disposição um bem que ele não quer mais, ou fornece seu comportamento de produção de lixo, convida alguém a participar da rede, lê ou divulga algum conteúdo da rede, ele ganha pontos em seu programa de recompensas. Esses pontos podem ser utilizado dentro da plataforma para comprar produtos e serviços “sustentáveis” dos diversos parceiros envolvidos nessa iniciativa.

Vimos também espaço e benefícios para diferentes setores da sociedade, como:
a.) Governo: redução da produção de lixo e planejar melhor seu programa de coleta seletiva, uma vez que seria possível ver no mapa que regiões produzem mais lixos e de quais tipos;
b.) Ambientalistas: poderiam traçar, baseado nas informações da rede, perfis mais claros dos diferentes tipos de públicos e assim criar campanhas mais efetivas para promover a sustentabilidade;
c.) Empresas de Reciclagem: poderiam encontrar recursos de forma mais simples e efetiva, pois poderiam ver no mapa aonde estão concentradas suas maiores “reservas” de recurso;
d.) Desenvolvedores de APPS: muitas novas aplicações poderiam ser desenvolvidas sobre a plataforma do RE.GOOGLE para atender às diferentes necessidades dos envolvidos. Até novos negócios poderiam surgir.
e.) Educação: escolas podem consumir conteúdo educacional e ensinar as crianças o valor de uma prática mais sustentável.
f.) Empresas de venda e compartilhamento online: como Amazon, eBay, Swapstyle, Neighborrow poderiam se beneficiar da plataforma encontrando materiais usados e anunciantes para seus websites.

Se discutirmos mais 5 minutos, tenho certeza que mais uns 5 a 6 novos setores rapidamente surgiriam como interessados na plataforma. Estou até pensando em bater na porta do Google com esse novo modelo de negócio… :-)

O que você achou dessa idéia? Vamos RE.GOOGAR?

Um mundo com recursos limitados

Hoje decidimos o tema do projeto que vamos trabalhar durante o curso de Design Planning. Pretendemos lidar com o fato de que vivemos em um mundo de recursos limitados. Nosso desafio será criar meios de fazer um uso mais eficiente de nossos recursos. Nossa idéia é promover uma mudança de atitude, ajudando pessoas e empresas a enxergar resíduos (lixo) como um recurso através da criação de uma plataforma que conecte necessidades e resíduos não utilizados. Vamos ver como evoluimos nesse projeto…

Plataformas de negócio são uma tendência?

Hoje, durante uma reunião de trabalho de um de nossos projetos aqui no Institute of Design, tivemos uma ótima discussão em grupo sobre o futuro dos negócios. Nessa discussão, chegamos a uma conclusão que talvez o mundo esteja caminhando mesmo de um modelo centrado em produto/serviço, para um modelo mais centrado em plataformas de negócio. Grandes negócios de sucesso criados recentemente, tem como base uma plataforma de negócios, gerando colaboração e novos negócios em torno desse ecossistema. Apple, Google, Amazon, TED, Facebook, Twitter, Buscapé são apenas alguns exemplos de negócios que oferecem uma plataforma que só tem valor, se alguém criar conteúdo e mecanismos de acesso a essa plataforma, beneficiando o criador da plataforma, o criador de conteúdo e acesso e, é claro, o usuário da plataforma. Vou detalhar dois exemplos – TED e Apple – para entedermos melhor o valor das plataformas de negócios:

TED = É um ecossistema com diversos “produtos”, como: videos, conferências, artigos etc. E esse ecossistema só existe e gera valor para sociedade, se alguém que está na ponto utilizá-lo e criar sobre ele, como são os TEDx. Com os TEDx, o Chris Anderson tem conteúdo sendo gerado a cada minuto em algum lugar do mundo por alguém que ele nem conhece e que agregará valor à plataforma TED. Esses conteúdos pode ainda virar livros, gerar entrevistas e desenvolver as atividades dos palestrantes. É um ecossistema onde todos ajudam a construí-lo e se beneficiam dele.
* Gosto muito desse exemplo, pois ele quebra o paradigma de que esses ecossistemas são de base tecnológica. Claro que a tecnologia ajuda, dá escala, mas o TED é todo baseado em interações físicas e reais que só depois são elevadas à uma camada virtual que dá escala para o modelo.

Apple = Sem os desenvolvedores que criam os apps, todo o ecossistema iPhone, iPod, iPad e iTunes não teria valor, e todos ganham com essa plataforma. Ganha a Apple que gera valor para os seus produtos à partir dos apps e das comissões sobre vendas na Apple Store e ganha o desenvolvedor do aplicativo que tem um canal poderoso de entrega dos seus produtos, que ele jamais teria em um modelo tradicional de negócios. Novamente, benefício para todos. Para a Apple, para o desenvolvedor, para o usuário do produto etc.

E você? O que acha desse modelo de plataforma de negócios?